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Brincadeira de Angola

Sérgio Ricardo
Lingua: Portoghese


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[1967]
Scritta da Sérgio Ricardo e Francisco de Assis Pereira, meglio conosciuto come Chico de Assis (1933-), drammaturgo.
Nel disco intitolato “A grande música de Sérgio Ricardo”

A grande música de Sérgio Ricardo

La “Brincadeira de Angola” è un metodo d’insegnamento, particolarmente rivolto ai più piccoli, della “capoeira de Angola”, una variante che si oppone alla cosiddetta “capoeira Regional”, e che fu sviluppata negli anni 30 a Salvador de Bahia da Mestre Pastinha, uno dei capoeiristi storici brasiliani…



Bisogna ricordare che la capoeira in Brasile si sviluppò, a partire da rituali di lotta e di danza degli schiavi africani, soprattutto nel periodo dei “quilombos” (si veda al proposito la canzone Zumbi di Jorge Ben Jor), i villaggi costruiti e difesi dagli schiavi fuggiaschi cui i portoghesi davano una caccia feroce. In documenti della prima metà del 600 questi ultimi raccontavano di uno strano modo di combattere delle loro prede, “usando calci e testate come fossero veri animali indomabili”. Non a caso la capoeira fu bandita per lungo tempo, pur rimanendo praticata clandestinamente, fino agli anni 30 del secolo scorso, quando il presidente/dittatore Getúlio Vargas la sdoganò nel quadro della sua politica nazionalistica…



Insomma, coi tempi che correvano (e che corrono) era (e sarebbe anche oggi) meglio imparare la capoeira fin da piccini…
No tempo em que o negro era escravo
E o branco era senhor
Tanta coisa se escondia
Assim como angu quente no tacho
Tem sempre carne por debaixo
O negro dava duro e tudo se escondia
Um valor noutro valor

De demo chamaram Exu
Nossa Senhora, Yemanjá
São Roque foi Omulu
Senhor do Bonfim, Oxalá
Epa babaê

Nesse tempo se passou
A história que eu vou contar
De um senhor que se sorria
De ver os negros brincar

Angola eh eh
Angola eh eh Angolá

Senhor dom Pedro Amaral
Chamou a senhora mulher
- Vem ver os negros brincando
De dançar lá no quintal

Eh Eh Eh Eh
Aruandê, camará
Galo cantou, camará
Cocoricó, camará

- Meu feitor que aqui tem ordem
Gritou dom Pedro Amaral
- Bota o negro a bater milho
No meio do milharal

Ô Ô Ô Ô
Quebra milho como gente, macaco
Macaco que quebra dendê, macaco

Senhor dom Pedro Amaral
Chamou a senhora mulher
- Vem ver o negro safado
Me olhando do jeito que quer

No tempo em que o negro era escravo
E o branco era senhor
Nem sempre tudo se escondia
E vem dom Pedro Amaral
Com seu feitor e rabo de tatu
Dizendo para o negro
- Eu te mato, moleque
E o negro, - Moleque é tu!

- Cala a boca, moleque!
- Moleque é tu!
- É tu que é moleque!
- Moleque é tu!

São dois pra bater no negro
De páu, chicote e facão
Pra se safar tem o negro
Só dois pés e duas mãos

É a mão pelo pé
É o pé pela mão
Bate na cara
Derruba no chão

- Me acuda aqui seu feitor
que esse negro me esfola
Está quase a me matar
Na brincadeira de Angola

- Te mato, negro vagabundo
E o negro some no mundo

- Vamo simbora eh eh
Vamo simbora camará
Pro mundo afora eh eh
Pro mundo afora camará
Dar volta ao mundo eh eh
Voltar no mundo camará

Angola eh eh
Angola eh eh camará
Capoeira.

inviata da Bernart Bartleby - 29/7/2014 - 15:29



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