Lingua   

Terra plana

Geraldo Vandré
Lingua: Portoghese


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(Geraldo Vandré)
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(Geraldo Vandré)


‎[1968]‎
Parole e musica di Geraldo Vandré
Nell’album “Canto Geral”, uno dei dischi più espliciti contro la dittatura militare che in quegli anni ‎andava consolidandosi e allungando i suoi tentacoli sulla società brasiliana.‎

Canto Geral

“… Deixo claro que a firmeza do meu canto vem da certeza que tenho, de que o poder que ‎cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi que me fez cantador…”
‎“… Sia chiaro che la fermezza del mio canto deriva dalla certezza che ho: il potere che cresce sulla ‎povertà e fa dei deboli bottino, questo fece di me un cantore…” ‎

All’interno del disco c’è anche questo pensiero dell’autore:‎
‎ ‎
"(...) Às vezes penso que cantando mereço um pouco de vida. Saldo em parte os meus ‎compromissos e tenho então, cada vez mais forte, a sensação da liberdade. Por isso aprendo a cantar ‎e canto."
‎“… A volte penso che cantando mi guadagno un po’ di vita. Saldo almeno in parte i miei ‎compromessi e mantengo, sempre più forte, il sentimento di libertà. Per questo ho cominciato a ‎cantare e canto…” (e spero di aver tradotto giusto)‎
Meu Senhor, minha Senhora...‎

[Falado]
Me pediram pra deixar de lado toda a tristeza, pra só trazer alegrias e não falar de pobreza. E mais, ‎prometeram que se eu cantasse feliz, agradava com certeza. Eu que não posso enganar, misturo tudo ‎o que vivo. Canto sem competidor, partindo da natureza do lugar onde nasci. Faço versos com ‎clareza, à rima, belo e tristeza. Não separo dor de amor. Deixo claro que a firmeza do meu canto ‎vem da certeza que tenho, de que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi ‎que me fez cantador.‎

Meu Senhor, minha Senhora...‎

Vou indo esse mundo afora
Num canto que é tão valente
Que mesmo se está contente
Fala sempre e a toda hora
quase num tom de quem chora‎

Eu sou de uma terra plana
De um céu fundo e um mar bem largo
Preciso de um canto longo
Pra explicar tudo que digo
Pra nunca faltar comigo
E lhe dar tudo o que trago

Aos pés de muitas igrejas
Lá você vai encontrar
Esperança e caridade
Querendo se organizar
Os cegos pedindo esmola
E a Terra inteira a rezar

Se um dia eu lhe enfrentar
Não se assuste capitão
Só atiro pra matar
E nunca maltrato não
Na frente da minha mira
Não há dor nem solidão
E não passo por um castigo
Que a Deus cabe castigar
E se não castiga ele
Não quero eu o seu lugar
Apenas atiro certo
Na vida que é dirigida
Pra minha vida tirar

inviata da Dead End - 26/3/2013 - 11:44



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